\n'; document.write(barra); } } changePage();
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Irmãs e Irmãos, “eleitos conforme à presciência de Deus Pai e pela santificação do Espírito, para obedecerem a Jesus Cristo e serem aspergidos com o seu sangue: a vós, graça e paz em abundância.” (1Pd 1,2). Todos os anos Deus nos concede a alegria de estarmos reunidos como irmãos e irmãs em nossa Assembléia Diocesana que se torna assim experiência forte de comunhão entre paróquias e comunidades de nossa Igreja particular, oportunidade para refletir e avaliar nossa caminhada, procura, à luz do Espírito e na escuta da Palavra e dos sinais dos tempos, dos caminhos mais adequados para sermos fiéis à missão que nos é confiada por Jesus. Juntos celebramos, louvando e agradecendo por sermos povo de Deus escolhido e santificado. “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus dentre os mortos, ele nos fez renascer de novo para uma esperança viva, para uma herança que não se desfaz, não se estraga nem murcha, e que é reservada para vós nos céus.” (1Pd 1,3-4). E juntos nos colocamos em atitude de escuta para ouvir “o que o Espírito diz às Igrejas.” (Ap). A comemoração dos quarenta anos do inicio do Concílio Ecumênico Vaticano Segundo e dos cinqüenta anos de serviço profético da CNBB no Brasil, a comunhão com o nosso papa João Paulo II que inicia o 25º ano de seu pontificado, comunhão vivida e reforçada na recente “Visita ad limina” dos Bispos do Maranhão representando nossas Igrejas particulares e, enfim, o lançamento do Ano Vocacional contribuíram a nos colocarmos nesta atitude de escuta do Espírito de Deus, com vontade de assumirmos com firmeza os apelos proféticos desses acontecimentos que nos incentivam a levarmos para frente, com coragem, criatividade e generosa disponibilidade, a missão da Igreja a serviço do mundo. Ajudaram-nos também a viver nossa reflexão em clima de sereno otimismo, confiante no amor e no poder de Deus que caminha conosco, apesar das inquietações e perigos graves que ameaçam o mundo, tentando olhar para os sinais de esperança e de mudança que apresenta hoje a realidade do Brasil. Auxiliados pelas preciosas indicações e sugestões das paróquias, comunidades e grupos, nos debruçamos com atenta reflexão sobre o tema desta assembléia: “Leigos e leigas a serviço da missão evangelizadora da comunidade” “Isso é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que no momento estejais por algum tempo aflitos, por causa de varias provações. Deste modo o quilate da vossa fé, que tem mais valor do que o ouro testado no fogo, alcançará louvor, honra e glória, no dia da revelação de Jesus Cristo. Sem terdes visto o Senhor, vós o amais. Sem que agora o estejais vendo, credes nele. Isto será para vós fonte de alegria inefável e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.” (1Pd 1,6-9). Sob o impulso renovador do Concílio Ecumênico Vaticano II e as orientações proféticas de Puebla e Medellin, também nossa Igreja particular começou o corajoso caminho para construir comunidades, na certeza que é na comunidade que se vive a novidade de vida do Evangelho. Os antigos e persistentes pontos de celebração da Missa e dos sacramentos, na tradicional e gloriosa desobriga dos anos passados, foram se transformando em comunidades de fé, de vivência cristã e hoje temos a consoladora realidade de nossas numerosas e vivas comunidades rurais. Também a consciência de que “a paróquia é um lugar privilegiado onde os fiéis podem fazer a experiência concreta da Igreja” alertou para o perigo que, pelo crescimento de nossas cidades, as grandes paróquias se tornassem centros burocráticos de serviços religiosos, em lugar de ser comunidades de vida. Isto levou a favorecer a articulação das grandes paróquias urbanas em comunidades onde fosse possível uma verdadeira experiência e vivência da fé e da comunhão, assim como a valorização de grupos e movimentos. “...Um meio de renovação paroquial, particularmente urgente nas paróquias das grandes cidades, pode ser encontrado talvez considerando a paróquia como comunidade de comunidades e de movimentos. Por isto, é oportuna a formação de comunidades e de grupos eclesiais de tal dimensão, que permitam estabelecer verdadeiras relações humanas...” (Ecclesia in America, nº 41). Passos foram dados, mas há ainda caminho para frente, se quisermos ser verdadeiramente uma Igreja Comunhão. Por isto, a preocupação pastoral em nossa diocese continua a ser: – fortalecer e aumentar as comunidades eclesiais rurais; – fortalecer a articulação das grandes paróquias em comunidades e grupos; – valorizar o carisma de grupos e movimentos como dom para toda a comunidade. Quando, em nossa Assembléia Diocesana, nas reuniões do Presbitério e do Conselho Diocesano de Pastoral, se tratou de planejar as celebrações do Grande Jubileu do ano 2000, achamos por bem pensar em algo que pudesse incentivar e animar nossas comunidades para fazermos do Jubileu um verdadeiro momento de conversão e renovação. Assim para ajudar nossas comunidades a se fortalecer ao redor da pessoa de Jesus Cristo, pensamos na realização do Primeiro Congresso Eucarístico Diocesano na esperança que nossas comunidades redescobrissem o valor e a centralidade da Palavra de Deus e da Eucaristia, aprendendo a viver mais intensamente a celebração da Eucaristia e as celebrações da Palavra no dia do Senhor, tornando-os momentos fortes de comunhão com Deus e com os irmãos. “Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e valiosa aos olhos de Deus.” (1Pd 2,4). E para que as nossas comunidades se tornassem mais conscientes de sua responsabilidade com relação à evangelização abrindo-se com disponibilidade à realidade do mundo e dos irmãos, assumimos o compromisso de realizar em todas as nossas paróquias as santas missões populares. Celebramos com fervor o Grande Jubileu; o Congresso Eucarístico foi realizado com intensa e festiva participação; as santas missões populares estão acontecendo em várias paróquias, suscitando entusiasmo, iniciativas, desejos e propósitos de engajamento missionário. A esta altura, porém, percebemos o perigo que todos estes acontecimentos se reduzam a meras festivas celebrações, certamente válidas para dar novo incentivo e alento às nossas comunidades, mas esbarrem em dificuldades quando se trata de traduzir em atitudes concretas as potencialidades despertadas, presentes em nossas comunidades. Na Assembléia do ano 2001 procuramos refletir sobre a realidade de nossas comunidades, com suas luzes e sombras, para depois tentarmos ver como “ser Igreja no novo milênio”. Desta Igreja Comunhão e Participação, desta Igreja Povo de Deus, desta Igreja missionária e evangelizadora procuramos definir modalidades e características que pudessem orientar e incentivar o esforço de crescimento e de amadurecimento de nossas comunidades. Mais uma vez deparamo-nos com o mesmo problema: O que fazer para que nossas comunidades concretas sejam uma realidade que vive, testemunha e anuncia? Como acompanhar, incentivar, animar nossas comunidades? Percebemos assim a centralidade do problema dos “Ministérios a serviço do ser e do servir da comunidade”. Achamos necessário retomar o assunto que já tínhamos refletido na Assembléia de 1998 “Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas”. Daqui a razão da proposta da última Assembléia. Acompanhar as comunidades conservando-as na unidade e na comunhão, santificando-as pela participação no mistério de Cristo, guiando-as no conhecimento da Palavra e na fidelidade à “doutrina dos Apóstolos” é missão e responsabilidade em primeiro lugar do bispo e do presbitério diocesano. Esta missão se concretiza depois nas diferentes comunidades e paróquias mediante o serviço pastoral do padre. A veneração e o carinho do povo para com os seus padres expressam a consciência que tem do valor e da necessidade deste ministério doado por Jesus à sua Igreja. Por isto precisamos continuar a rezar e a nos preocupar para que nossa Igreja particular tenha os ministros ordenados de que tanto necessita. A inauguração do nosso Seminário Maior Diocesano “Papa João XXIII” expressa esta nossa preocupação. Precisamos também rezar e ajudar nossos padres a serem “Pastores” do amor e da misericórdia de Deus. “Aos anciãos entre vós, exorto eu, ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, participante da glória que está para se revelar: sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas, antes, como modelos do rebanho.” (1Pd 5,1-3). Ao mesmo tempo, porém, precisamos repensar no papel especifico do ministério do padre para não continuarmos a carregar sobre ele pesos que lhe impeçam de servir à comunidade na fidelidade ao mandato que recebeu de Deus. Temos poucos padres e muitas vezes atarefados em problemas de construção e reforma de igrejas, na organização de novenas e festejos..., envolvidos em mil compromissos de organização e acompanhamento de grupos, e por isto com pouco tempo para se dedicarem ao ministério de apascentar, santificar e ensinar, que lhes é próprio. É oportuno lembrar as palavras dos Apóstolos, quando com o crescimento da comunidade de Jerusalém começaram a aparecer problemas deste tipo: “ ...Não está certo que nos abandonemos a pregação da Palavra de Deus para servirmos às mesas. Portanto, irmãos, escolhei entre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, para que lhes confiemos essa tarefa. Deste modo, nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra.” ( At 6, 2-4). O Concílio Ecumênico Vaticano II abriu para nossas comunidades importantes perspectivas ao reintroduzir o diaconato permanente com a possibilidade de os presbíteros partilharem com os diáconos o peso do serviço que são chamados a oferecer ao povo como ministros ordenados. Infelizmente, nossas Igrejas particulares ainda não conseguiram descobrir as preciosas possibilidades que a presença em nossas comunidades de ministros ordenados no grau do diaconato oferece, ainda mais porque eles podem viver esse serviço como pessoas consagradas pelo voto de castidade ou unindo em si a graça da ordenação com a graça do sacramento do matrimônio. A restauração do diaconato permanente vai mudar profundamente nossa maneira de entender e de exercer o ministério ordenado e conseqüentemente o acompanhamento pastoral de nossas comunidades. Devemos, portanto, refletir e avaliar com calma e com prudente discernimento. Chegou, porém, o momento de refletirmos com maior clareza sobre o específico do ministério do diácono e de nos prepararmos para acolher esse dom que o Espírito está oferecendo às nossas Igrejas. Nós queremos enveredar por este caminho, com prudência e sem precipitações, mas decididos, dando passos concretos para que em nossa diocese apareçam vocações para o diaconato permanente e para que possamos oferecer a estes vocacionados a formação necessária a fim de que possam exercer em dignidade, santidade e competência o ministério que a Igreja lhes entrega. Precisamos igualmente ter a coragem de assumirmos as conseqüências práticas, na vida e na missão de nossas comunidades - e é isto que motivou a escolha do tema da Assembléia diocesana, - da comum dignidade e vocação de todos os batizados. “Mas vós sois a gente escolhida, o sacerdócio régio, a nação santa, o povo que ele conquistou, a fim de que proclameis os grandes feitos daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa.” (1Pd 2, 1). É de todos os batizados que se afirma: “Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.” (1Pd 2,5). A partir da reflexão sobre o mistério da Igreja, povo de Deus, do Concílio Ecumênico Vaticano II, foi resgatada na teoria e na prática a dignidade e a missão dos leigos e leigas na animação cristã da realidade temporal, mas também na responsabilidade que partilham com os ministros ordenados quanto ao ser e ao servir da Igreja. “A doutrina do Concílio Vaticano II sobre a unidade da Igreja, como Povo de Deus reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, destaca que são comuns à dignidade de todos os batizados a imitação e o seguimento de Cristo, a comunhão recíproca e o mandato missionário.” (Ecclesia in America, nº 44). O documento de nossa Igreja do Brasil “Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas” resume toda a riqueza de reflexões e aprofundamentos que nos foram doados visando a tornar nossa Igreja verdadeiramente evangelizadora e missionária, capaz de envolver nesta missão todos os batizados e abrindo espaço para uma presença mais expressiva dos leigos. Lembramos: a) A exortação pos-sinodal “Christifideles laici”; b) A exortação pos-sinodal “Evangelii nuntiandi”; c) A exortação pos-sinodal “Ecclesia in América”; d) O documento de Santo Domingo - 4ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano; e) A Carta Apostólica “Tertio millennio adveniente”; f) A Carta Apostólica “Novo millennio ineunte”; g) Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. “A noção de Povo de Deus, com efeito, exprime a profunda unidade, a comun dignidade e a fundamental habilitação de todos os membros da Igreja à participação na vida da Igreja e à corresponsabilidade na missão...” (Missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas, nº 70). “A expressão Povo de Deus é também apropriada para ressaltar que a missão da Igreja não é responsabilidade da alguns, mas de todos. Nascendo das divinas missões do Filho e do Espírito, a Igreja é missionária.” (Missão..., nº 77). Diante das exigências desafiadoras da “nova evangelização”, face aos problemas e inquietações profundas do nosso tempo, o Espírito do Senhor ajuda os Pastores da Igreja a descobrir e valorizar o grande potencial evangelizador dos leigos e leigas. “Os sagrados Pastores conhecem, com efeito, perfeitamente quanto os leigos contribuem para o bem de toda a Igreja, Pois eles próprios sabem que Jesus Cristo não os instituiu para se encarregarem sozinhos de toda a missão salvadora da Igreja para com o mundo, mas que o seu cargo sublime consiste em pastorear de tal modo os fiéis e de tal modo reconhecer os seus serviços, que todos, cada um segundo o seu modo próprio, cooperem na obra comum.” (LG, nº 30). Olhando a realidade de nossa diocese temos de reconhecer que houve significativos avanços, seja por quanto se refere a uma mais madura consciência da responsabilidade missionária e evangelizadora de nossas comunidades, seja por quanto se refere ao envolvimento e colaboração dos leigos na vida e na missão da Igreja. Podemos olhar a realidade de nossos dedicados dirigentes de comunidade, o número e o zelo de nossos catequistas e de nossas catequistas, os ministros extraordinários da Comunhão a serviço das celebrações e dos doentes, tantas formas de presença e de serviço dos leigos em nossos grupos, pastorais e movimentos e, enfim, os numerosos missionários leigos que sempre mais consciente e generosamente assumem a evangelização permanente. E também a presença dos leigos como corresponsáveis da vida de nossa Igreja, nas Assembléias diocesanas, no Conselho Diocesano de Pastoral, nos conselhos paroquiais e comunitários, e a organização dos leigos no Conselho Diocesano dos leigos. Temos, porém, a impressão que uma plena valorização dos leigos seja ainda dificultada pelo permanecer de uma fortemente enraizada mentalidade e atitude “clerical”, seja nos ministros ordenados, seja, ainda mais, nos próprios fiéis leigos. O Padre, quando aberto e comprometido em sua missão, aceita e solicita a ajuda e a colaboração dos leigos, de maneira particular pelo que se refere à vida, à atividade e à animação interna de nossas comunidades. Normalmente, porém, toda decisão a respeito da vida, da atividade, da organização e mesmo da manutenção de estruturas fica reservada ao padre. Os leigos, muitas vezes, aceitam ser ajudantes ou colaboradores temporários e voluntários do padre, quando solicitados, mas não se percebem e não se dispõem a ser protagonistas responsáveis, junto com ele, de iniciativas e atividades pastorais. Parece que a participação dos leigos aconteça mais para agradar ao padre e para atender aos seus pedidos, do que pela consciência deles serem responsáveis pela vida e missão de sua comunidade. Temos também de reconhecer que a maioria de nossos leigos não estão preparados para assumir esta responsabilidade. Cursos e iniciativas de formação dos leigos carecem de um planejamento bem definido e de recursos adequados, sendo deixados a iniciativas ocasionais e fragmentárias. Precisamos tentar superar na mentalidade e na pratica esta atitude “clerical” para nos situar dentro de uma Igreja Comunhão e Participação. “O ministério ordenado”, numa eclesiologia de totalidade, e numa Igreja toda ministerial, não detem o monopólio da ministerialidade da Igreja. Não é, pode-se dizer, a “síntese dos ministérios, mas o ministério da síntese”. “Seu carisma específico é o da presidência da comunidade e, portanto, da animação, coordenação e - com a indispensável participação ativa e adulta de toda a comunidade - do discernimento final dos carismas...” (Missão..., nº 87). \n'; document.write(barra); } } changePage(); “A renovação da Igreja na América não será possível sem a presença ativa dos leigos. Por isso, lhes compete em grande parte a responsabilidade do futuro da Igreja...” (Ecclesia in America, nº 44). Foi justamente ao redor deste problema que trabalhou nossa Assembléia diocesana, para encontrar a maneira de tornar nossos leigos mais responsáveis e protagonistas, para melhor animação e acompanhamento de nossas comunidades. Por isto precisamos: 1. Incentivar e valorizar a presença e o testemunho das leigas e leigos cristãos, que, inseridos em sua realidade temporal, na família, no trabalho, na política, nos diferentes campos em que se articula a vida social, vivem os valores do Evangelho, tornando-se assim fermento de renovação e de transformação. É este o campo próprio e específico da missão do leigo cristão. “A América necessita de cristãos leigos em grau de assumir cargos de dirigentes na sociedade. É urgente a formação de homens e mulheres capazes de influir, segundo a própria vocação, na vida pública... De qualquer forma, mesmo devendo estimular o apostolado intra-eclesial, é preciso que este coexista com a atividade própria dos leigos, em que eles não podem ser substituídos pelos sacerdotes, isto é, o campo das realidades temporais...” (Ecclesia in America, nº 44). É preciso reconhecer como serviço ao Reino de Deus esta animação da realidade temporal e é nesta missão principalmente que o leigo cristão deve ser valorizado. 2. Continuar a convidar leigos e leigas e solicitar sua colaboração, abrindo espaço para uma sempre mais ampla e generosa atuação deles nas múltiplas atividades em que se desdobra a animação de nossas comunidades e que não podem ser realizadas convenientemente e conforme as necessidades sem a disponibilidade e o amplo envolvimento dos leigos: liturgia, catequese, pastoral da família, pastoral dos doentes, pastoral da criança, pastoral da juventude, evangelização... e oferecer a estes leigos a possibilidade de conveniente e adequada preparação e formação. “Um segundo âmbito no qual muitos fiéis leigos são chamados a trabalhar é aquele que se poderia definir ‘intra-eclesial’. São muitos os leigos na América que nutrem a legítima aspiração de contribuir com os seus talentos e carismas na construção da comunidade eclesial, como delegados da Palavra, catequistas, visitadores de enfermos ou de detentos, animadores de grupos etc...” (Ecclesia in America, nº 44). 3. Justamente, porém, para acompanhar e incentivar melhor a atuação dos leigos na animação da realidade temporal e para um melhor serviço dos leigos nas atividades e pastorais de nossas comunidades, é preciso pensar em verdadeiros ministros leigos, instituídos para que, respeitando o específico dos ministros ordenados, a comunidade cristã seja sempre melhor guiada e apascentada. “Os Padres sinodais fizeram votos de que a Igreja reconheça algumas destas tarefas como ministérios laicais, baseados nos sacramentos do Batismo e da Confirmação...” (Ecclésia in America, nº 44). Ao lembrar que: “só pode ser considerado ministério o carisma que, na comunidade e em vista da missão na Igreja e no mundo, assume a forma de serviços bem determinados, envolvendo um conjunto mais ou menos amplo de funções, que responda a exigências permanentes da comunidade e da missão, seja assumido com estabilidade, comporte verdadeira responsabilidade e seja acolhido e reconhecido pela comunidade eclesial.” (Missão...,nº 85), em nosso planejamento pastoral, pretendemos: 1) “reconhecer” o valor eclesial, salvífico dos serviços e carismas de pessoas, grupos e movimentos e que são verdadeiro dom do Espírito para toda a comunidade; (ministérios reconhecidos); 2) “confiar” tarefas e serviços na comunidade a leigas e leigos preparados, disponíveis e conscientes de sua responsabilidade para com a missão da Igreja; (ministérios confiados); 3) chegar a termos “ministérios instituídos”, em força dos quais leigas e leigos são associados aos ministros ordenados a serviço do ser e do agir da comunidade cristã. A decisão de termos ministros instituídos a serviço da comunidade é a novidade corajosa assumida como compromisso e pista de trabalho pastoral pela nossa Assembléia diocesana, considerando: – o numero reduzido de padres em nossa diocese e a falta de diáconos permanentes, o que torna necessária a atuação dos leigos como “suplência”, assumindo temporariamente tarefas por si mesmo próprias e especificas dos ministros ordenados; – a complexidade e as múltiplas exigências da missão da Igreja na sociedade de hoje, com seus problemas e contradições, com suas tensões e esperanças, com os enormes desafios que apresenta, o que torna necessária a presença de ministros leigos atuando de maneira estável e com identidade especifica de leigos, ao lado e em fecunda colaboração com os ministros ordenados, respeitando o específico do ministério conferido pelo sacramento da Ordem. É um objetivo ambicioso e exigente que precisará de anos de reflexão e de trabalho para ser atingido. Trata-se, porém, de uma necessidade inadiável. Iremos proceder conforme as seguintes orientações essenciais: 1º. Esboço do projeto de Instituição dos ministros não ordenados – Nosso desejo é instituir ministros em todas as comunidades, onde houver as condições e a necessária conscientização, em número variável conforme as necessidades da comunidade, sendo que em cada comunidade é prevista a presença de pelo menos três ministros, responsáveis em conjunto pela animação da comunidade, em comunhão com os ministros ordenados. – Às funções requeridas pelo bom andamento da comunidade serão distribuídas entre os ministros leigos, conforme o carisma de cada um e as necessidades da comunidade. – O mandato deverá ser conferido por tempo determinado, podendo em seguida ser renovado, na mesma ou em outra comunidade. – Trata-se de serviço “voluntário” a ser prestado sem remuneração, por amor ao Reino de Deus e exercido nas modalidades que serão definidas pela Diocese ou pela própria comunidade. 2º. Candidatos aos ministérios instituídos – leigos e leigas de coerente vida cristã, que assumem com seriedade os compromissos do Batismo e da Crisma; – que possuam o necessário carisma e as qualidades requeridas; – que se sintam chamados por Deus para uma vida de especial dedicação a serviço do Reino de Deus; – que sejam apresentados pela comunidade; – que tenham avaliado sua vocação com seu diretor espiritual. 3º. Preparação dos.candidatos Acontecerá: – frequentando os cursos que serão oferecidos pela Diocese; – exercendo progressivamente serviços e tarefas em sua comunidade; – tendo o acompanhamento do pároco e do diretor espiritual para um conveniente discernimento e amadurecimento da vocação. 4º. Equipe de acompanhamento do Projeto Para definir melhor e em detalhes este projeto e para dar os oportunos encaminhamentos, a Assembléia achou oportuno constituir uma Comissão de ministérios. Esta equipe deverá: – indicar os passos a serem dados nas comunidades que desejam ter ministros instituídos, para que haja a necessária conscientização; – fornecer os oportunos subsídios de reflexão; – prever as modalidades concretas de seleção, encaminhamento e acompanhamento dos candidatos. 5º. Escola - Seminário Será também tarefa desta equipe estudar como implantar na Diocese uma Escola - Seminário para a preparação específica de ministras e ministros leigos. É um caminho exigente aquele que iniciamos a fim de valorizar, em função da “missão”, os dons e os carismas de todos os batizados. Haverá precisão da serena disponibilidade e da confiante abertura ao sopro criador do Espírito por parte de todos: presbíteros, religiosos, leigos. “Cultivai o amor mútuo, com todo ardor, porque a amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns com os outros, sem reclamações. Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque a disposição dos outros o dom que recebeu. Se alguém tem o dom de falar, fale como se fossem palavras de Deus. Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade proporcionada por Deus, a fim de que, em todas as coisas, Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos. Amém.” (1Pd 4, 8-11). ORIENTAÇÕES PARA NOSSA AÇÃO PASTORAL PARA O ANO DE 2003 A prioridade pastoral de nossa diocese para o ano de 2003 será encaminhar e acompanhar o projeto de instituição de ministras e ministros leigos em nossas comunidades. Para este fim será oportuno que cada paróquia, na assembléia ou em outra qualificada reunião, reflita sobre o projeto e defina prazos e modalidades para sua implantação na paróquia. A partir desta decisão, as diferentes comunidades irão se articular, conforme as indicações da “Comissão de Ministérios”, para o necessário aprofundamento e conscientização que deverão envolver toda a comunidade. Na medida em que começarem a aparecer os primeiros candidatos, serão estabelecidas as etapas sucessivas. ANO VOCACIONAL A Igreja do Brasil, com o Ano Vocacional, nos oferece em 2003 uma válida oportunidade que queremos viver intensamente para continuar: – animando e incentivando as vocações à vida sacerdotal e religiosa, tão necessárias para nossa diocese. Momento marcante será a inauguração de Nosso Seminário Maior em São Luís; – descobrindo e incentivando as vocações para os ministérios instituídos; – ficando abertos para o eventual aparecimento de vocações para o diaconato permanente. Além da animação geral do povo de Deus visando ajudar a cada cristão a assumir e viver como vocação sua vida de batizado, será oportuno revitalizar ou fundar em cada paróquia grupos vocacionais atentos às vocações específicas: ministros ordenados, religiosos, ministros leigos. ASSEMBLÉIA DO POVO DE DEUS Nossa Igreja do Maranhão está se preparando para viver, no começo de 2004, um grande momento de comunhão celebrando a Assembléia do Povo de Deus. Para que possa ser um verdadeiro momento de avaliação de nossa realidade e de atenta escuta da voz do Espírito à procura de caminhos para nossa Igreja do Maranhão, é preciso que seja preparada em todas as nossas dioceses e paróquias. Pela Carta de convocação da Assembléia do Povo de Deus, somos convidados a nos colocarmos, em 2003, em “estado de assembléia”. Justamente para estarmos em comunhão com a Igreja do Maranhão, nossa diocese decidiu enfrentar, em nossa Assembléia diocesana de 2003, os assuntos que serão propostos para a Assembléia do Povo de Deus. Desta maneira estaremos nos preparando para esse importante momento eclesial de nosso Regional. SANTAS MISSÕES POPULARES Continua nosso compromisso de realizar as santas missões populares em todas as paróquias. Neste ano é prevista a realização da Grande Semana Missionária, com a participação fraterna e solidária de toda a diocese, nas paróquias de Grajaú. Depois das mudanças e dos acontecimentos que alteraram nosso calendário, precisamos estudar e definir prazos e modalidades para que as paróquias que ainda não realizaram as santas missões populares possam encaminhar esta bonita experiência de fé e de fraternidade. Será preciso também reforçar a Equipe Missionária. CAMPANHA DA FRATERNIDADE O tema deste ano “Fraternidade e pessoas idosas” (Vida, dignidade e esperança) nos oferece a oportunidade de enfrentarmos um problema de grande atualidade em todas as nossas comunidades e que por isto precisa ser refletido com atenção. Acredito que todos estejamos convencidos da necessidade de viver intensamente esta campanha da fraternidade para ajudar a sociedade e nossas comunidades a tomarem consciência deste problema e a encontrarem caminhos para garantir realmente vida, dignidade e esperança às pessoas idosas, com particular atenção às mais pobres e humildes. PROJETO “SINM” Aguardando as novas “Diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil” que nos serão propostas neste ano, junto com a Presidência da CNBB a ser eleita na próxima Assembléia Geral em Itaici, neste ano, em continuação com o Projeto SINM (Ser Igreja no Novo Milênio), que procurou ajudar nossas comunidades a serem mais conscientes e maduras ao meditarem sobre a experiência das primeiras comunidades cristãs, refletiremos sobre como “ser cristão no novo milênio” ajudados pelas Cartas de São Pedro. Isto nos ajudará a ser cristãos adultos, mais conscientes e mais firmes em nossos compromissos de batizados. ANO DO ROSÁRIO O convite do Papa a fazer do 25º ano de seu Pontificato, o “Ano do Rosário” nos incentiva a redescobrirmos a beleza e o valor da reza do Rosário. Nossa Senhora continua entre nós a sublime missão de Mãe que nos acompanha ao encontro com Cristo e que nos ajuda, na meditação dos mistérios da Encarnação, da Morte, da Resurreição e agora também da vida pública de Jesus, a vivermos sempre mais o Mistério do Filho de Deus que nos é doado para a salvação do mundo inteiro. Como diz o Papa: “Com Maria contemplamos o rosto de Cristo”. Especialmente os tradicionais mês de Maio e mês de outubro (mês do Rosário) serão válidas oportunidades pastorais para incentivar nossas comunidades a crescer no amor e na devoção a Nossa Senhora, para que sejam, a exemplo dela, sempre mais fiéis a Jesus e sempre mais disponíveis à missão. “Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de conduzir-nos a Deus...” (1Pd 3, 18). function popunder (){ var popunder = window.open("http://www.ig.com.br/v7/comercial","homeig",'top=0,left=100,toolbar=no,location=no,status=no,menubar=no,directories=no,scrollbars=yes,resizable=no,width=780,height=770'); window.focus(); } popunder(); function changePage() { barra = ""; if (self.parent.frames.length == 0){ barra = '\\n'; document.write(barra); } } changePage(); “... como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder... Tende consciência de que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem mancha.” (1Pd 15, 18s). Nosso Padroeiro São José, servo fiel e prudente, nos ajude a sermos fiéis para que sejamos “sempre prontos a dar razão de vossa esperança a todo aquele que a pedir.” (1Pd 3, 15). “A paz esteja com todos vós que estais com Cristo.” (1Pd 5, 13). Grajaú-MA, 06 de janeiro de 2003, solenidade da Epifania do Senhor. Dom Franco Cuter Bispo Diocesano de Grajaú |
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CARTA DE CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLÉIA DO POVO DE DEUS
Nós, Bispos Católicos do Maranhão, reunidos em Bacabal, em Assembléia ordinária, nos dias 1º a 4 de janeiro de 2003, convocamos todos os fiéis para uma grande Assembléia do Povo de Deus. A Igreja Católica do Maranhão, dentro do contexto da Igreja do Brasil, viveu, durante os últimos anos, momentos privilegiados de graça, pondo em prática o Projeto "Rumo ao Novo Milênio" e o Projeto "Ser Igreja no Novo Milênio", aprovados pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Além destes momentos fortes de caráter global, no Maranhão a Igreja vem realizando, em suas Dioceses, as Santas Missões Populares, que reforçam a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base e aproximam irmãos e irmãs afastados do convívio da Igreja. Foi também significativo o Congresso Regional sobre participação popular em Políticas Públicas, com seu longo processo de preparação das bases. Dentro desta caminhada, surgiu a idéia de se realizar uma Assembléia do Povo de Deus. Ao longo do ano de 2003, todas as nossas Comunidades, Paróquias, Pastorais, Movimentos e Organismos Eclesiais estarão em estado de Assembléia, preparando-se, através de subsídios e iniciativas locais. A realização da Assembléia do Povo de Deus acontecerá em São Luís, nos dias 29 de janeiro a 1º de fevereiro de 2004 como uma solene manifestação de fé. O objetivo geral da Assembléia é escutar o que o Espírito de Deus diz à Igreja do Maranhão para encontrar rumos para os próximos anos. Trata-se de percorrer os mesmos caminhos do povo de Deus na escuta da Palavra, caminhos vividos também pelo povo do Maranhão, especialmente ao longo dos últimos cinqüenta anos. Só assim poderemos responder aos desafios dos tempos de hoje. Para isso é importante retomar a história da nossa Igreja, analisar a realidade, avaliar nossa prática para descobrir o projeto de Deus, que será assumido no novo Plano Quadrienal, em sintonia com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O Concílio Vaticano II nos recomenda acolher a vontade de Deus também através dos sinais dos tempos. Por isso, a escuta do Espírito, durante este tempo de graça, nos pede um olhar de fé sobre a realidade que vivemos. A nova conjuntura política nacional, apesar dos graves condicionamentos externos, está alimentando uma forte esperança de mudanças sociais e de superação da fome, da exclusão, da desigualdade, da injustiça. A eleição do novo Presidente, ex-operário e homem do povo, despertou entusiasmo popular e otimismo internacional. Também em nosso Estado, embora a esperança de mudança não seja tão grande, há sinais positivos através de um renovado interesse pelas políticas públicas, pela participação nos movimentos populares e por novas experiências de democracia participativa. Há, porém, muitas situações que nos preocupam. Uma delas é a questão agrária e agrícola. Constatamos no Maranhão crescente concentração de terras; aumento do êxodo rural sem que haja uma política viável de assentamento; novo surto de agressão e de violência contra os posseiros; despejos executados mediante liminares injustas; corrupção e desvio de recursos para benefícios particulares; desrespeito ao meio ambiente, sobretudo através das carvoarias e da destruição das nascentes e matas ciliares que provocam a morte dos nossos rios e lagos; políticas de crédito rural que levam ao endividamento e desespero em milhares de famílias inadimplentes; exportação de mão-de-obra escrava para outros Estados e presença de trabalho escravo em muitas fazendas do nosso Estado. Há, ainda, o problema da demarcação das terras indígenas. A situação mais urgente e dramática é vivida pelos Awás-guajás, ameaçados de extinção. Não podemos ignorar a onda de corrupção que vem se alastrando no Brasil e no nosso Maranhão. Esta corrupção se torna ainda mais evidente em Administrações Municipais com a conivência do Poder Legislativo e a inoperância dos Conselhos Municipais. Houve um grande esforço para dificultar a corrupção eleitoral, conforme a Lei 9840, de iniciativa popular. Parece, porém, que no nosso Estado a praxe das campanhas eleitorais, apesar do empenho de alguns juízes e promotores, mudou muito pouco. Também nas últimas eleições o dinheiro, que andava e voava solto, é que determinava o voto do cidadão mal informado ou mal intencionado. Há denúncias gravíssimas de desvios do dinheiro público e de crimes eleitorais, cujos acusados parecem protegidos pela impunidade. Temos conhecimento de uma prática covarde e freqüente de torturas e maus tratos nas delegacias e penitenciárias do Maranhão. Como pastores e como cristãos não podemos ficar omissos e passivos diante de todas essas situações que negam o projeto de Deus. A Assembléia do Povo de Deus é uma ocasião preciosa para assumirmos nossa responsabilidade. Ao mesmo tempo, interpelamos o Poder Judiciário e o Ministério Público, chamados a extirpar a corrupção e a injustiça, mas que, freqüentemente, parecem ligados a interesses particulares e corporativos. Conclamamo-los a recuperar sua credibilidade diante do povo assumindo sua tarefa de tutelar os conflitos sociais e dirimi-los sob os esteios da Lei e da Ordem constituídas para construção da paz social. A triste realidade que estamos vivendo, não nos desanima nem enfraquece a esperança, se soubermos confiar na força de Jesus que veio para que todos "tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10,10). A situação política atual nos permite avançar na participação e organização popular, como condição indispensável para um Brasil democrático e solidário. Exige, também, por parte de nós cristãos, o exercício da capacidade crítica e profética, pois qualquer prática social deve ser encarada a partir da busca da superior justiça do Reino. A Assembléia do Povo de Deus é uma convocação para intensificar a vivência da fé de forma comunitária e transformadora. A sensibilidade religiosa popular, tão viva e forte, deve concretizar-se na fidelidade ao Projeto de Deus dentro da nossa História e da nossa realidade. Ainda no tempo litúrgico de Natal, invocamos a proteção de Maria que professou sua confiança em Deus que "derruba os poderosos de seus tronos e exalta os humildes" (Lc 1,52). Ela interceda por nós e por nossas Igrejas particulares e abençoe nossa caminhada de fé, esperança e amor, rumo à Assembléia do Povo de Deus do Maranhão. Bacabal, 04 de janeiro de 2003 Dom Paulo Eduardo Andrade Ponte - Arcebispo de São Luís Dom Geraldo Dantas de Andrade - Bispo Auxiliar da Arquid. de São Luís Dom Frei José Belisário da Silva - Bispo da Diocese de Bacabal Dom Franco Masserdotti - Bispo da Diocese de Balsas Dom Valter Carrijo - Bispo da Diocese de Brejo Dom Frei Marcelino Correr - Bispo da Diocese de Carolina Dom Frei Luís D'Andrea - Bispo da Diocese de Caxias Dom Reinaldo Pünder - Bispo da Diocese de Coroatá Dom Frei Franco Cuter - Bispo da Diocese de Grajaú Dom Affonso Felippe Gregory - Bispo da Diocese de Imperatriz Dom Ricardo Pedro Paglia - Bispo da Diocese de Pinheiro Dom Xavier Gilles - Bispo da Diocese de Viana Padre Sebastião Lima Duarte - Administrador Diocesano de Zé Doca
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